sexta-feira, 8 de maio de 2015

Constituição, Sociedade e Indiferença


Rei João da Inglaterra assina a Magna Carta em 1215



A criação do Estado Constitucional representou sem dúvida alguma um imenso avanço na história da sociedade Ocidental. Suas bases foram, sobretudo, lançadas ao longo de todo o século XVI, especialmente no período da Reforma Protestante liderada por mentes como John Wycliffe, Erasmo de Roterdão, Martinho Lutero e João Calvino. 

Logo após um período de indefinição política na Europa, a Reforma Protestante trouxe à tona a necessidade da criação de um modelo de Estado Constitucional que garantisse os Direitos Fundamentais, Naturais e Inatos da humanidade para todos os seres humanos. 

O pensamento Reformado baseava-se largamente nas concepções de dois grandes filósofos da tradição Ocidental: Santo Agostinho e São Tomás de Aquino. As concepções trazidas por eles foram trabalhadas pelos reformadores de modo que a nova concepção jurídica e filosófica do homem passaria a enxergá-lo de uma maneira total e não compartimentada.

As questões inerentes à natureza humana e a natureza terrena “per se”, passaram a ocupar um espaço no debate acadêmico, do mesmo modo que as questões espirituais ocuparam durante toda a Idade Média de maneira hegemônica. Surgia daí a necessidade de um Estado que procurasse guardar não só a integridade espiritual da comunidade, mas também sua dignidade física, moral e intelectual.

De acordo com a cosmovisão dos reformadores, a humanidade estava dividia em três grandes momentos, a saber: (1) Criação, (2) Queda e (3) Redenção. Partindo dessa perspectiva, os seres humanos foram criados todos iguais por Deus e possuíam a “Imago Dei” (“A Imagem e semelhança de Deus”), portanto, todos os seres humanos eram dotados de dignidade intrínseca e inata e sua dignidade e Direitos deveriam ser reconhecidos e protegidos pelo Estado em sua Constituição.

Por outro lado, na mesma linha defendida pelo filósofo inglês Tomás Hobbes anos mais tarde, o Homem não era naturalmente bom e possuía comportamentos autodestrutivos e destrutivos para com os demais membros da sociedade, devido às consequências da Queda e sua consequente separação do “Divino”. Em outras palavras, o Homem não era essencialmente bom.
Dessa maneira, o Estado seria obrigado a criar mecanismos preventivos de proteção aos Direitos Humanos. Nessa altura, tais mecanismos já haviam sido incorporados indiretamente nas constituições escritas e não escritas de diversas nações ocidentais.

Em que pese à cadência humana e a tendência natural para violação e indiferença aos Direitos Constitucionais, verificada pelos Reformadores e posteriormente pelos Constitucionalistas influenciados por este pensamento, entendia-se que a humanidade caminhava para uma Redenção futura. Isso significava que através da preocupação com a salvaguarda dos Direitos Constitucionais e com a correta e dosada preocupação com as questões que ultrapassavam o limite da realidade natural objetivamente verificável, o Estado conseguiria atingir seu fim pleno: A tutela e proteção da Vida Humana em seus mais diversos aspectos. Partindo dessas premissas trazidas pela filosofia e pela teologia, é que hoje se estrutura o “Rule of Law”.


O Estado Constitucional não poderia mais se furtar com indiferença das necessidades que brotavam no seio da comunidade humana.  As minorias não poderiam mais ser esmagadas, mas a maioria teria o direito de se manifestar e conduzir democraticamente os rumos da sociedade. Desse modo a sacralidade da vida humana em todos os seus aspectos seria perpetuamente protegida por um Documento Constitucional criado através de processos formais ou históricos.

sábado, 18 de abril de 2015

São Paulo é uma cidade encantadora!



Tradicional família japonesa do início do Séc XX


Confesso que um dos lugares que mais gosto de visitar em São Paulo é o bairro da Liberdade. O bairro é tradicionalmente conhecido como a sede da comunidade japonesa em São Paulo.

Não sou japonês e nem tenho nenhuma ascendência oriental, mas o povo japonês cultiva qualidades que pessoalmente me agradam muito, como:

1. Eles preservam sua herança cultural, lingüística e étnica - É fácil notar num simples passeio pelas ruas do bairro, o apego que eles têm com sua escrita (várias bancas de jornal vendem periódicos em japonês e outras línguas orientais), fácil também é perceber que valorizam a comida tradicional e os objetos artísticos que eles mesmos produzem.

Percebi a presença de muitos ocidentais nos três mercados especializados em produtos japoneses que visitei, mas mesmo assim percebi um número razoável de clientes fiéis da própria comunidade que optam por comprar produtos de origem japonesa.

Crianças, adolescentes, jovens e idosos, não importa! Todos estavam comprando produtos de origem oriental e como se não bastasse, pasmem: muitos (inclusive crianças pequenas) se comunicavam em japonês! Mal sabiam andar, mas já ensaiavam as primeiras palavras do idioma de seus ancestrais.  Realmente me senti privilegiado por presenciar aquilo. Foi verdadeiramente uma experiência muito rica.

A longevidade deles também é algo admirável. É comum ver dezenas de senhores e senhoras, de idade bem avançada, caminhando pelo bairro. Eles envelhecem bem, sabem se cuidar, mas ao mesmo tempo sabem aproveitar os lícitos prazeres de uma vida pacata. (Temos que aprender a fazer isso aqui no ocidente).


Outro aspecto interessante é notar que muitos orientais (não apenas japoneses), preferem namorar, noivar e casar com parceiros de sua própria comunidade.  Confesso que pessoalmente, pensei que essa era mais uma daquelas tradições antigas que ninguém mais utilizava hoje em dia, mas para o meu espanto vi dezenas de casais orientais jovens circulando pelas ruas do bairro.  Não sei o porquê isso acontece,  talvez  seja por simples afinidade cultural. Talvez seja mais fácil e menos conflituoso ter um relacionamento com que entende a realidade em que você e sua família vivem. Talvez seja mais simples não ter que ensinar seu parceiro a comer de “hashi”, ou mesmo explicar por que algumas famílias comemoram o ano novo em duas datas distintas.


Não tenho idéia do por que existe essa valorização e incentivo de relacionamentos dentro da própria comunidade, mas confesso que é algo realmente bonito de se ver.

Família japonesa nos dias atuais - Tradição e modernidade caminham lado a lado


2. Eles preservam valores como respeito, trabalho, paciência e gosto pela arte - Em que pese à presença de pessoas de outros lugares no oriente (chineses, coreanos etc), é incrível observar o gosto em comum que eles têm pelo trabalho.  Não importa o ramo: restaurantes, lojas de roupas, consultórios odontológicos, escritórios de advocacia, escritórios de engenharia, lojas de música,  loja de cosméticos, quitandas, mercadinhos, barraquinhas de artesanato, barraquinha de comida, jornaleiros, vendedores de produtos de procedência questionável e até  academias de artes marciais... Tudo é sempre um negócio familiar! É bem comum ver os filhos dos proprietários do negócio passando o dia com seus pais no trabalho ou mesmo tomando parte nos negócios da família.  Pelo que pude perceber em conversas rápidas com alguns membros da comunidade, é que esse tipo de estrutura garante para toda família um meio seguro de subsistência, preserva o contato familiar e ainda por cima garante que o dinheiro sempre circule dentro da própria comunidade. Incrível, não? Medidas tão simples que geram resultados tão sólidos.

É impressionante a consideração que os próprios japoneses demonstram ter com os seus idosos.  Não importa onde, for sempre encontrará um idoso sentado, observando a vida, palpitando, trabalhando ou simplesmente brincando com os netos.  Ao contrário do que temos praticado aqui no ocidente de maneira geral, o idoso parece ter um lugar na sociedade.

No tocante a arte não há muito que ser dito. Eles definitivamente se orgulham do que produzem.  Excelentes academias de artes marciais, música tradicional, quadros, artesanatos diversos, fotos, colecionismo e tudo mais que possa envolver um sentimento de identidade cultural.

Pois é, percebi que os orientais de modo geral têm muito a nos ensinar a respeito do que de fato significa valorizar suas raízes e sua cultura. Nós ocidentais temos sistematicamente negligenciado nossas raízes, nossa cultura e nossa fé.  Talvez, justamente nesse sentimento de amor, pertencimento, gratidão, honra e respeito que resida o verdadeiro significado do quinto mandamento: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor Deus,  te dá.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Reflexões acerca da quaresma sob uma perspectiva Reformada - Por Allan A. G. Antonio







Muitos cristãos verdadeiros têm rejeitado, seja por desconhecimento, seja pela imediata associação com o catolicismo romano, os ensinamentos trazidos pela correta observação do tempo da quaresma. Contudo, esta data celebrada pela Igreja que é, em resumo, o tempo litúrgico reservado especialmente para refletirmos sobre a conversão, as doutrinas da Fé, da Graça, além de ser um momento fundamental de preparação individual e em grupo para o tempo de Páscoa. A quaresma possui raízes muito mais profundas do que a maioria desses cristãos devotos imaginam.

A palavra ‘quaresma’ tem origem na junção de duas palavras oriundas do Latim, “quadragesima” (Quadragésimo) + dies (dia), fazendo, assim, referência ao tempo de 40 dias que antecedem a Páscoa. Sua celebração faz parte da história da Igreja Cristã e de sua tradição, assim como a prática de orar fechando os olhos. Ela é fundamentalmente um período em que devemos refletir na Palavra do Senhor e nos Catecismos, pedindo ao Todo-Poderoso que nos prepare para compreender e viver a celebração da Páscoa em sua integralidade.

Ao que tudo indica, a celebração da quaresma costumava seguir imediatamente a celebração da Epifania, tal qual a peregrinação de Jesus pelo deserto, era seguida imediatamente de seu batismo. Entretanto, logo nos primórdios da Igreja (por volta do século IV d. C.), a celebração da quaresma foi associada à da Páscoa, visto que é uma ocasião propícia para a realização de batismos, profissões de fé, e reconciliações daqueles que haviam sido excluídos da comunhão por faltas graves (isso explica o fato das principais características da quaresma serem autoexame, arrependimento, estudo da palavra e preparação para a Páscoa).

Enquanto os candidatos ao Batismo eram instruídos na Fé Cristã e os penitentes arrependidos preparavam-se por meio do jejum, da oração e do estudo das Sagradas Escrituras a fim de serem readmitidos à comunhão, toda a comunidade cristã era convidada a se juntar a eles no processo de estudo e arrependimento ao longo dos quarenta dias que antecediam a Páscoa. Durante esse tempo, os fiéis eram lembrados também da tentação que Nosso senhor Jesus Cristo suportou no deserto.

Visto não ser um sacramento, a quaresma não é de observação obrigatória, nem está diretamente ordenada nas Escrituras; no entanto, ela não deve ser rejeitada pelo fato de não ser diretamente citada na Bíblia.
Observe-se também que, ao contrário do que possa parecer, a escolha do número exato de quarenta dias não foi aleatória e arbitrária, mas foi feita com base na importância dada pela Bíblia ao número quarenta. Algumas passagens que evidenciam muito bem a relevância do numero em questão nas Escrituras são:

I) por quarenta dias e quarenta noites o dilúvio durou ( Genesis 7:4-12);
II) por quarenta dias Moisés permaneceu no monte Sinai, recebendo a Lei de Deus (Ex. 25:1-8);
III) por quarenta anos reinaram Saul (Atos 12:21), Davi (II Samuel 5:4-5) e Salomão (I Reis 11:42);   
IV) por quarenta dias nosso Senhor Jesus foi tentado no deserto (S. Mateus 4:2);       
V) por quarenta dias o Senhor Instruiu seus discípulos antes da Ascensão (Atos 1:1-3).

A quaresma não deve ser entendida como algo místico ou dotado de algum poder mágico especial. A observância desse período tem como único objetivo trazer o cristão ao centro da vida cristã, enfatizando o estudo da Palavra, a oração, o jejum e a prática da caridade Cristã (para maiores detalhes sobre a verdadeira Caridade Cristã, consulte o livro “Charity and its Fruits” escrito por Jonathan Edwards). Evidentemente, tais virtudes não devem ser cultivadas apenas durante o tempo da quaresma como se fossem obrigações legalistas e através das quais se alcançaria o favor Divino. Muito pelo contrário. A quaresma é o tempo propício para que o Cristão reflita e retome alguns aspectos da vida Cristã que podem haver sido perdidos ou enfraquecidos ao decorrer da caminhada de fé em razão da decaída natureza humana.

Assim fica fácil concluir que a observação da quaresma não se trata de uma prática idólatra, sem fundamento, carregada de misticismo e dispensável como dizem alguns. Antes de tudo, tal celebração é um convite ao arrependimento e à retomada de uma vida Cristã frutífera.



domingo, 5 de janeiro de 2014

Studies on Baptism - Determining A Biblical Approach



How shall we approach the doctrine of baptism? Can we simply search through the concordance for every occurrence of the word, carefully exegete each passage in context and then come to conclusions about the meaning of baptism? Superficial consideration may suggest that this basic approach is not only legitimate, but the only possible method. How else can we discover the meaning of a Biblical word? This is the approach generally taken by Baptists, most of whom insist that any other approach distorts the meaning of baptism in order to force it to fit alien theological contexts. William Shirreff, whose lectures on baptism come recommended by Charles H. Spurgeon, insists at great length that "the Scriptures of the New Testament are the only rule to direct us in regard to the positive institutions of the Gospel." [1]
It is my contention in this paper that there are Biblical reasons for rejecting this approach. In a sense, however, my rejection of this approach is partially based upon this approach. In other words, when we examine the New Testament passages about baptism we discover that baptism is part of a larger theological idea--the Biblical doctrine of the covenant. It is the covenant that supplies the answer to the most basic questions of water baptism: Why should Christians practice baptism? What does baptism mean? Who is qualified to receive baptism? No matter what our understanding of baptism is, we are forced to consult some larger theological context. We cannot avoid the question: How does baptism fit into the whole context of the Biblical teaching about man's relationship to God. Also, any approach must consider the larger context of Biblical ceremonial teaching in general as an aspect of man's relationship to God.
But it should not be thought that we impose these theological considerations on the text of the Bible. It is rather the Bible, specifically the New Testament, that forces us to think in broader theological terms. There are at least three types of passages that compel us to examine the Old Testament to understand the doctrine of baptism.
First, there is the ministry of John the Baptizer. John is a transitional figure, a prophet of the old covenant preparing the way for the new. Jesus specifically identifies John as a prophet of the old covenant:
"Verily I say unto you, Among them that are born of women there hath not risen a greater than John the Baptist: notwithstanding he that is least in the kingdom of heaven is greater than he. And from the days of John the Baptist until now the kingdom of heaven suffereth violence, and the violent take it by force. For all the prophets and the law prophesied until John. And if ye will receive it, this is Elias, which was for to come" (Mat. 11:11-14; cf. Mat. 17:11-13; cf. Luk. 3:3ff.).
John was not merely an Old Testament prophet, he was a prophet, like Ezekiel, from a priestly family (Luk. 1:5). John's baptism, thus, was an old covenant ceremony conducted by an old covenant priest. In this connection it is important to note that when he was examined by the priests and levites, they made no objection to the practice of baptism; they only questioned his authority to baptize (John 1:19ff.), suggesting that John's baptism conformed to Jewish ceremonial standards.
Everything that the New Testament tells us about John, in other words, points us to the old covenant and its ceremonies as the only possible source of understanding. How would an old covenant prophet, especially one belonging to a priestly family, practice "baptism"? What does "baptism" mean to priests and levites in the days of Jesus? Can anyone answer these questions honestly or Biblically without considering the Old Testament?
A second type of New Testament passage that compels us to consider the Old Testament background of baptism is those passages that refer to old covenant ceremonial washings as "baptisms." Mark refers, for example to the pharisees' perversion of the Old Testament system of ceremonial washings as "baptisms" (Mark 7:1-8). The book of Hebrews identifies the old covenant ceremonial washings themselves as "baptisms" (Heb. 9:10). The word "baptism," then, is clearly not a technical term that only refers to Christian baptism. The New Testament tells us that the Old Testament ceremonial washings are also baptisms.
A similar type of passage, although not speaking of regular Old Testament ceremonies, is seen in Paul's epistle to the Corinthian Church, which had experienced various problems with baptism (1 Cor. 1:11-17). Paul, in a context emphasizing the relevance of the Old Testament for Christians, says that Israel fleeing from Pharaoh's army was "baptized unto Moses in the cloud and in the sea" (1 Cor. 10:2). Taking into consideration both the facts that the Corinthian Church had problems with baptism and that Paul's purpose here is to stress the importance of the Old Testament teaching, this passage is especially meaningful.
The third, and most significant type of passage is found in the New Testament teaching about baptism and the Lord's Supper. Both of the Christian ceremonies are clearly depicted as covenantal ceremonies. Baptism in particular is expressly designated as a covenant ceremony like circumcision in the Old Testament (Col. 2:11-12). The Lord's Supper is called the new covenant in His blood (1 Cor. 11:25) and is also said to be analogous to the passover (Luk. 22:15ff.; 1 Cor. 5:7ff.).
When the New Testament itself places the doctrine of baptism and the related doctrine of the Lord's Supper in the larger context of the covenant, we are obligated to consider the whole teaching of the Bible on the subject of the covenant and the whole idea of covenantal ceremonies. To entirely separate the new and old covenants is virtually to posit two different religions in the Bible, one for people before the coming of Christ and another for those after His coming. This is certainly not the teaching of the Bible. Paul, for example, argues in various epistles that the Christian religion is the fulfillment of the religion of the old covenant, that we are saved just as Abraham was saved, that Christians are the true heirs of the Abrahamic covenant, that to keep the true teaching of the law and the prophets is to believe in Jesus. Neither Paul or any other New Testament writer even suggests that the new covenant is different from the old covenant in its fundamental principles. Paul believed he was continuing the teaching of the law and the prophets at the higher level of new covenant fulfillment, not that he was replacing a dead religion with a living one.


To restate this point in different terms, to argue that the doctrine of baptism is part of the larger Biblical teaching on the covenant is simply to argue that the Bible is one book, not two. Indeed, the very idea of dividing the Bible into two books, the Old Testament and New Testament, while convenient for purpose of reference, like chapter and verse divisions, is not a Biblical idea. The Bible is one book from Genesis to Revelation. It is not two books under one cover, the older part of which is believed by Jews and the newer part of which is believed by Christians.
The so-called Old Testament is an incomplete revelation which Jesus came to complete. The Gospels, Acts, the epistles and the Revelation of John complete the revelatory project that began with Moses. We must insist that the Bible is one, its religion is one, its teaching is unified and that everything taught in the Bible, although not directly addressed to us and perhaps not directly applicable, is applicable in some manner: "All scripture is given by inspiration of God, and is profitable for doctrine, for reproof, for correction, for instruction in righteousness: That the man of God may be perfect, thoroughly furnished unto all good works" (2 Tim. 3:16-17).
Conclusion
Examination of the New Testament references to baptism informs us in no uncertain terms that no "declaration of independence" can separate the doctrine of baptism from old covenant ceremonies or the doctrine of the covenant. The example of John the Baptizer, the explicit use of the word baptism to refer to old testament ceremonies, and the express identification of both baptism and the Lord's Supper as covenantal ceremonies compel us to construct a "whole-Bible" doctrine of baptism as opposed to a merely "New Testament" doctrine of baptism.
If we read the Bible beginning from Genesis rather than Matthew, a covenantal meaning for baptism and the Lord's Supper is what we expect since all religious ceremonies in the Old Testament are covenant making or covenant renewal ceremonies. Ceremonies in the Bible are not magical, as in paganism, nor are they mere ceremonies, outward rites practiced merely for their educational value.
Given the covenantal nature of Biblical religion, how could the new covenant ceremonies of baptism and the Lord's Supper be fundamentally different from the old covenant ceremonies which they replace? And how is it possible for us to have a Biblical understanding of new covenant ceremonies unless we study them in the light of the old covenant ceremonies which they fulfill?

Notes
[1] William Shirreff, Lectures on Baptism (London: Passmore and Alabaster, 1878; reprinted by: Ft. Smith, Arkansas: The Baptist Standard Bearer, 1987), pp. 12-33.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Daily Devotional - English ( Devocional diária em inglês)

A FIRST BOOK OF DAILY READINGS

by D. Martin Lloyd-Jones (selected by Frank Cumbers)
...God sitteth on the throne
And ruleth all things well!
Things do not just happen. Events are not just accidental, for there is a definite plan of history and everything has been pre-arranged from the beginning. God who "sees the end from the beginning" has a purpose in it all, and knows "the times and the seasons." He knows when to bless Israel and when not to bless her. Everything is under His hand.
It was "when the fullness of the time was come" that God sent forth His Son. He allowed the great philosophers, with the clarification of thought, to come first. Then emerged the Romans, famous for ordered government, building their roads and spreading their wonderful legal system throughout the world. It was after this that God sent forth His Son. God had planned it all.
There is a purpose in history, and what is now happening in this twentieth century is not accidental. Remembering that the Church is at the center of God's plan, let us never forget the pride and arrogance of the Church in the nineteenth century. Behold her sitting back in self-satisfaction, enjoying her so-called cultured sermons and learned ministry, feeling just a little ashamed to mention such things as conversion and the work of the Holy Spirit.
Observe the prosperous Victorian comfortably enjoying his worship. Note his faith in science and his readiness to substitute philosophy for revelation.... Yes, the Church needed chastisement, and it is not at all difficult to understand this twentieth century when we consider the story of the nineteenth. There is indeed a plan discernible in all these things.
God does not stop to consult us, and everything takes place according to "the counsel of His own will." God has His time; He has His own way; and He acts and works accordingly.


From Fear to Faith, pp. 22-3

quarta-feira, 24 de abril de 2013

O "deus" mendigo




Como sabemos, o "evangelicalismo" prega um deus que não é das Escrituras. Um deus, a saber, criado pela mente carnal e idólatra de cada um, a fim de atender as carências carnais dos mesmos. Assim, para ilustrar melhor, segue um breve diálogo que, o mais clara e concisamente possível, tenta mostrar como é a visão do deus deles, mesmo inconscientemente. 

"deus" e o mendigo

*¹- Por favor, aceite!
**²- Não, eu não quero! Não aceito!
¹- Mas, por favor... eu estou querendo te dar, por que não aceita?
²- Porque eu não quero aceitar e ponto! Você não pode me forçar a nada.
¹- De fato, eu não posso... e por isso choro.
²- Chore, não me importo. Chore por não poder fazer nada, nada! Seu fraco!
¹- Mas... por que você não aceita? E se caso eu implore? De joelhos, eu faço!
²- Eu poderia pensar no seu caso... mas provavelmente não.
¹- Eu faço o que você quiser, eu juro! O que você quer?
²- Huuumm... Queria alguns consolos e mimos, pode ou tá difícil?
¹- O que você quiser, é só falar!
²- Ah, pensando bem, eu não quero esses seus favores patéticos.. tu pede em troca que eu o ame;
uma pergunta, por que você é tão carente?
¹- Sim, exato! Eu dou o que você quiser, em troca, peço-te apenas que me ame!
²- Não, obrigado... é muita carência pro meu gosto.

***³-Por que ele não nos aceita, papai? Por que? Por que ele não nos quer?!
¹- Calma, meu filho, calma... precisamos ter paciência e implorarmos mais. Mas, sabe? Eu tive uma ideia! Que tal você morrer por ele? Talvez tu o conquiste se assim fizer.
³-Ótima ideia, papai! Morrerei! Mas... estou com medo. Só morrerei se eles quiserem me matar, afinal, não posso forçá-los a nada. Não tenho poder pra isso.
¹- Ótimo, filhinho! Morra por ele! E por todos! Todo mundo merece sua morte, todos estão carentes por isso! E vai saber, né? Se tu morrer, talvez todos nos amem; e outra, aquele ser não é mau, apenas incompreendido.

[...]

³-Papai, morri por eles. Morri, mas eles não me querem mesmo assim. Aquele homem ainda me detesta. Por que, papai? Por que?!
²- Olha, vocês por aqui novamente? Com essa fraqueza toda, prefiro muito mais meus problemas e sujeiras mesmo...
¹- Calma, filhinho, calma... talvez algum dia eles nos amem. Talvez... algum dia, quem sabe? Só nos resta esperar pela boa vontade deles, e que eles abram o coração bom e amável deles, pois, afinal, o coração do ser humano é maravilhoso, apenas incompreendido e carente de amor dos céus. Nós temos esse amor, filhinho. Só precisamos que eles aceitem de bom grado. Eles vivem! Eles são! Glórias ao homem e não a nós!

[¹* "deus" da "livre-escolha" do "evangelicalismo" criado por suas mentes idólatras;
²** Mendigo;
³*** "jesus" imaginário dos mesmos citados no item primeiro]

[...] deus é o mendigo. 
E o mendigo, deus.


Infelizmente, esta é a realidade. Proclamam um deus fraco, que não é o das Escrituras. Um ídolo, uma imagem, com pretexto de amor e benignidade, mas, na realidade, exala apenas carnalidade, idolatria e fraqueza; por conseguinte, deve ser declarado anátema, ao som da proclamação do verdadeiro evangelho de Cristo Jesus, nosso Senhor.

Mas sabemos que nosso DEUS, o Altíssimo, não é assim. É absolutamente Soberano sobre todas as coisas, e faz o que quiser, com quem quiser e quando quiser. Toda glória, honra e majestade ao único que é digno.


"Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças;Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o SENHOR, e não há outro.Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas." 
(Isaías 45:5-7)

terça-feira, 16 de abril de 2013

Deus tem o melhor pra você! Romanos 12:2






Eu já perdi a conta de quantas vezes já ouvi “Deus tem o melhor para você!”. Seja em cultos dominicais, em reuniões e festas cristãs, e, principalmente, quando alguém está passado por momentos de grande dificuldade.

É comum que quando passamos por momentos difíceis ou quando estamos em momentos decisivos de nossa vida decidamos compartilhar nossas dificuldades com outras pessoas; e, mais comum ainda, infelizmente, é que tais pessoas nos cerquem com positivismo e palavras otimistas que, muitas das vezes, terminam com o grande “chavão cristão”: Não se preocupe! Deus tem o melhor pra você! 

Realmente, consolarmos uns aos outros é perfeitamente Bíblico, pois a Bíblia nos diz que devemos “Chorar com os que choram” (Rm12: 15); mas, neste artigo, desejo ater-me à definição humanista que tem substituído o verdadeiro sentido de “O melhor de Deus” como consolo para o crente.

Para grande parte das pessoas o “melhor de Deus” é o não sofrer, ter uma vida financeira abastada e o sucesso profissional; para alguns outros é conseguir uma vida amorosa bem-sucedida, ou apenas um viver nesta terra carnalmente simples e feliz. Entretanto, tais definições estão tão longe da verdade quanto o céu está do inferno.

                Antes de analisarmos se de fato Deus tem o melhor para nós, precisamos saber o que de fato vem a ser o “melhor de Deus”; e, para explica-los, basear-me-ei na Carta de Paulo aos Romanos em seu capítulo 12, versículo 2, onde está escrito:

“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”(Romanos 12:2)


A Bíblia nos diz que a vontade de Deus é Boa, Agradável e Perfeita, logo o melhor de Deus não é nada mais nada menos do que a própria vontade de Deus! Afinal, o que pode ser melhor do que Sua vontade? A minha? A sua? De maneira nenhuma, caro irmão!

De fato, Deus nos reserva o melhor, mas o que realmente precisamos compreender é que o melhor de Deus é Sua santa vontade concretizada por meio de seus decretos eternos.  Quer seja algo que, mesmo momentaneamente, leve-nos à tristeza ou que faça-nos felizes, quer gostemos, quer não, quer aceitemos, quer não!

O propósito de Deus está fundamentado na soberania absoluta, ordenado pela sabedoria infinita, ratificado pela onipotência e cimentado pela imutabilidade. Todas as coisas operam juntamente para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo o Seu propósito (Romanos 8:28);  por conseguinte, quando Deus nos promete que tudo irá cooperar para nosso bem, Ele nos promete que levar-nos-á a conhecê-Lo, e que, gradativamente, seremos transformados à imagem e semelhança de Cristo, pois esta é a vontade de nosso Senhor para Seus eleitos.

Tudo o que Deus planejou acontecerá; toda boa dádiva, todo o dom perfeito, todo fenômeno, ainda que pareça mau à primeira vista, ou que nos cause dor, vêm daquele em quem não há mudança nem variação (Tiago 1:17), e nisso consiste o melhor de Deus para seus eleitos.

Não incorra no erro de pensar que Deus é obrigado a lhe dar alguma coisa, e muito menos seja enganado ao crer que você merece algo que não seja o fogo eterno do inferno! Da mesma maneira, não devemos basear exigências humanas em uma interpretação equivocada das escrituras, que tornam Deus um mero “gênio da lâmpada”.

Deus não nos promete sucesso financeiro, profissional, amoroso e nem mesmo uma vida tranquila e feliz, mas muito pelo contrário, pois a única vez que encontramos promessas dessa natureza nas escrituras elas procedem justamente da boca daquele que é dito “Pai da mentira”, durante a tentação de Jesus:


“E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.” (Mateus 4:9)

Cristo nos promete que Sua vontade será cumprida em nossa vida, quer gostemos, quer não; quer entendamos, quer não. E, ao final de tudo, o seu melhor e mais Santo será nos dado para honra e Glória de Cristo.
Não desanime, pois se você estiver em Cristo, Deus tem o melhor para você! Sua Santa vontade – a saber, Cristo Jesus em nós.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Total Depravity (Total Inability)


Total Depravity (Total Inability)

Total Depravity is probably the most misunderstood tenet of Calvinism. When Calvinists speak of humans as "totally depraved," they are making an extensive, rather than an intensive statement. The effect of the fall upon man is that sin has extended to every part of his personality -- his thinking, his emotions, and his will. Not necessarily that he is intensely sinful, but that sin has extended to his entire being.
The unregenerate (unsaved) man is dead in his sins (Romans 5:12). Without the power of the Holy Spirit, the natural man is blind and deaf to the message of the gospel (Mark 4:11f). This is why Total Depravity has also been called "Total Inability." The man without a knowledge of God will never come to this knowledge without God's making him alive through Christ (Ephesians 2:1-5).

sábado, 6 de abril de 2013

Regeneration Precedes Faith - by R.C. Sproul

 



One of the most dramatic moments in my life for the shaping of my theology took place in a seminary classroom. One of my professors went to the blackboard and wrote these words in bold letters: "Regeneration Precedes Faith."

These words were a shock to my system. I had entered seminary believing that the key work of man to effect rebirth was faith. I thought that we first had to believe in Christ in order to be born again. I use the words in order here for a reason. I was thinking in terms of steps that must be taken in a certain sequence. I had put faith at the beginning. The order looked something like this:

"Faith - rebirth -justification."

I hadn’t thought that matter through very carefully. Nor had I listened carefully to Jesus’ words to Nicodemus. I assumed that even though I was a sinner, a person born of the flesh and living in the flesh, I still had a little island of righteousness, a tiny deposit of spiritual power left within my soul to enable me to respond to the Gospel on my own. Perhaps I had been confused by the teaching of the Roman Catholic Church. Rome, and many other branches of Christendom, had taught that regeneration is gracious; it cannot happen apart from the help of God.

No man has the power to raise himself from spiritual death. Divine assistance is necessary. This grace, according to Rome, comes in the form of what is called prevenient grace. "Prevenient" means that which comes from something else. Rome adds to this prevenient grace the requirement that we must "cooperate with it and assent to it" before it can take hold in our hearts.

This concept of cooperation is at best a half-truth. Yes, the faith we exercise is our faith. God does not do the believing for us. When I respond to Christ, it is my response, my faith, my trust that is being exercised. The issue, however, goes deeper. The question still remains: "Do I cooperate with God's grace before I am born again, or does the cooperation occur after?" Another way of asking this question is to ask if regeneration is monergistic or synergistic. Is it operative or cooperative? Is it effectual or dependent? Some of these words are theological terms that require further explanation.

A monergistic work is a work produced singly, by one person. The prefix mono means one. The word erg refers to a unit of work. Words like energy are built upon this root. A synergistic work is one that involves cooperation between two or more persons or things. The prefix syn -means "together with." I labor this distinction for a reason. The debate between Rome and Luther hung on this single point. At issue was this: Is regeneration a monergistic work of God or a synergistic work that requires cooperation between man and God? When my professor wrote "Regeneration precedes faith" on the blackboard, he was clearly siding with the monergistic answer. After a person is regenerated, that person cooperates by exercising faith and trust. But the first step is the work of God and of God alone.

The reason we do not cooperate with regenerating grace before it acts upon us and in us is because we can- not. We cannot because we are spiritually dead. We can no more assist the Holy Spirit in the quickening of our souls to spiritual life than Lazarus could help Jesus raise him for the dead.

When I began to wrestle with the Professor's argument, I was surprised to learn that his strange-sounding teaching was not novel. Augustine, Martin Luther, John Calvin, Jonathan Edwards, George Whitefield - even the great medieval theologian Thomas Aquinas taught this doctrine. Thomas Aquinas is the Doctor Angelicus of the Roman Catholic Church. For centuries his theological teaching was accepted as official dogma by most Catholics. So he was the last person I expected to hold such a view of regeneration. Yet Aquinas insisted that regenerating grace is operative grace, not cooperative grace. Aquinas spoke of prevenient grace, but he spoke of a grace that comes before faith, which is regeneration.

These giants of Christian history derived their view from Holy Scripture. The key phrase in Paul's Letter to the Ephesians is this: "...even when we were dead in trespasses, made us alive together with Christ (by grace have you been saved)" (Eph. 2:5). Here Paul locates the time when regeneration occurs. It takes place 'when we were dead.' With one thunderbolt of apostolic revelation all attempts to give the initiative in regeneration to man are smashed. Again, dead men do not cooperate with grace. Unless regeneration takes place first, there is no possibility of faith.

This says nothing different from what Jesus said to Nicodemus. Unless a man is born again first, he cannot possibly see or enter the kingdom of God. If we believe that faith precedes regeneration, then we set our thinking and therefore ourselves in direct opposition not only to giants of Christian history but also to the teaching of Paul and of our Lord Himself.

(Excerpt from the book, The Mystery of the Holy Spirit, by R.C. Sproul, Christian Focus).

 You can also check the Portuguese version of this article below: http://reformedfaith.blogspot.com.br/2013/04/regeneracao-precede-fe-por-rc-sproul.html