segunda-feira, 5 de novembro de 2012

É lícito jurar?



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           Por muitos anos foi perpetuada dentro da igreja evangélica brasileira uma teologia ruim que condenou e condena qualquer tipo de juramento ou promessa prestado mesmo que feita de maneira consciente e piedosa.

            Sem dúvida tal pratica acabou por afetar a Igreja Reformada, (uma vez mais que durante muitos anos se confundiu em muitos aspectos com a igreja evangélica) de maneira tão forte que por muitos anos cristãos verdadeiramente piedosos deixaram de lado o ensinamento Bíblico trazido por nossa Confissão de Fé ( Confissão de Fé de Westminster) e abraçaram o erro teológico ainda que de maneira inocente. 

            Baseados numa interpretação equivocada do Evangelho segundo Mateus Capítulo 5 versículos 33 até 37, os partidários da ideia que a proibição feita por nosso Senhor é universal, isto é, vale para toda e qualquer circunstancia e tipo de juramento, ignoram o fato  de que o próprio Jesus se submeteu a um juramento quando interrogado pelo sumo sacerdote no capítulo 26 versículo 63 do mesmo Evangelho.

            De modo semelhante o apóstolo Paulo procedeu no livro de Romanos 1:9 quando invoca Deus como sua testemunha. Conclui-se então que o juramento é lícito, porém deve obedecer a certas especificidades trazidas pela própria Bíblia. O juramento deve ter sempre um caráter solene e ser prestado sempre em ocasiões próprias com tremor e temor diante de Deus (Ex. 20:7) como uma parte do culto religioso (Dt. 10:20).

             Deve-se observar que o único nome pelo qual o cristão pode e deve jurar é o nome de Deus, procedendo de tal forma que sinta terror em saber que presta um juramento pelo nome do Criador, Mantenedor e Consumador de sua vida. (Dt. 6:13). Prestar juramento por qualquer outro nome que não o do Santo Deus de Israel é abominável e pecaminoso. (Jr. 5:7).

            Sinteticamente dizendo, o cristão pode prestar juramento, entretanto, os juramentos devem ser prestados com temor e solenidade além de plena consciência em relação àquilo que se está jurando, pois invocamos a justiça Divida  ou para ser nossa Bandeira e Estandarte da Verdade ou nossa Espada e Carrasco.


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